
Era dia nublado quando aceitei entrar na embarcação, sabia que não seria fácil a minha árdua e penosa missão, o capitão estava do meu lado disso sempre tive certeza, só não conseguia ver mais ninguém, isso me acarretou solidão e tristeza, já faz oito anos que estou navegando. O vento muda, surpresas vêm, às vezes parece que vou soçobrar, navego sozinho, mas não paro de navegar. Sou amado por uns, odiado por outros, conhecido por alguns, julgado por muitos, compreendido por poucos. O sorriso do meu rosto deve-se ao capitão da embarcação, Ele conhece quantas noites foram em claro, Ele é o inimigo das ondas de solidão que tentam me levar ao fundo do mar, Ele me defende dos falsos amigos, dos perseguidores e catadores de notícias, Ele chora comigo, me aquece nas noites frias, me motiva, existem algumas lágrimas que são dele e não minhas. Alguns perguntam por que com o perigo de naufrágio sorrindo navego faceiro, tudo se deve ao meu Jesus, meu amigo, cúmplice, meu timoneiro.

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